A quatro dias do segundo turno presidencial, uma nova pesquisa da Gerp Mercadologia aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 53% dos votos válidos, contra 47% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O levantamento, divulgado na terça-feira (20), apresenta uma diferença de seis pontos percentuais entre os candidatos.
O resultado chama a atenção pelo desempenho do instituto no primeiro turno, realizado em 4 de outubro.
Na ocasião, a Gerp havia registrado 46% das intenções de voto para Flávio e 44% para Lula, uma diferença de dois pontos percentuais, próxima da vantagem de 1,8 ponto registrada nas urnas.
Com sede em Niterói, no Rio de Janeiro, a Gerp atua desde 1983 e utiliza entrevistas telefônicas em seus levantamentos eleitorais.
A vantagem apontada pela empresa no segundo turno é maior do que a registrada por outros institutos nesta semana.
Na pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21), Flávio aparece com 45% das intenções de voto, enquanto Lula tem 44%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os candidatos estão tecnicamente empatados.
Outro levantamento, realizado pelo instituto Meio/Ideia, apresenta Flávio com 51% dos votos válidos e Lula com 49%. Nesse caso, a diferença também está dentro da margem de erro, de 2,5 pontos percentuais.
As diferenças entre os resultados mostram que os institutos apresentam cenários distintos para a reta final da disputa. Embora a Gerp tenha se aproximado do resultado do primeiro turno, esse desempenho não garante que suas projeções se repitam na votação de domingo.
A Quaest também identificou aumento no número de eleitores indecisos na pesquisa espontânea, modalidade em que o entrevistado informa seu candidato sem receber uma lista de nomes. O percentual chegou a 14%, o dobro do levantamento anterior.
Novas pesquisas estão previstas até sábado (24), véspera da eleição. Entre os institutos que devem divulgar resultados estão Datafolha, AtlasIntel e Paraná Pesquisas.
O segundo turno será realizado no domingo (25), quando os brasileiros escolherão o presidente da República para os próximos quatro anos.
