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Política

Assembleia reconhece transplantados como pessoas com deficiência

Proposta estabelece critérios para o reconhecimento e busca ampliar a proteção de pacientes que enfrentam limitações após transplantes

Conjuntura Online
05/11/26 às 14h32
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Plenário da Assembleia Legislativa. (Foto: Alems)

A Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) aprovou, em segunda discussão, nesta quinta-feira (5), o projeto de lei que permite reconhecer pessoas transplantadas como pessoas com deficiência, desde que atendam aos critérios previstos na legislação federal.

A proposta busca ampliar a proteção e garantir direitos a pacientes que convivem com limitações mesmo após o procedimento cirúrgico.

De autoria do deputado estadual Paulo Duarte (PSDB), o Projeto de Lei 97/2025 estabelece que o reconhecimento deverá observar os requisitos da Lei Federal 13.146/2015, conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência.

A medida não prevê enquadramento automático de todos os transplantados, mas considera as condições individuais de cada paciente.

A proposta leva em conta as dificuldades enfrentadas por pessoas que passaram por transplantes de órgãos ou tecidos e que, mesmo depois da recuperação, podem necessitar de acompanhamento médico permanente, uso contínuo de medicamentos e cuidados especiais.

Entre os argumentos apresentados está a necessidade de utilização de imunossupressores para reduzir o risco de rejeição dos órgãos transplantados. Além disso, alguns pacientes permanecem com restrições físicas e outras limitações que dificultam sua participação plena no mercado de trabalho e em atividades cotidianas.

Segundo Paulo Duarte, a sugestão para a elaboração do projeto partiu do professor Carlão, transplantado de medula óssea, que acompanhou a votação no plenário. O texto recebeu pareceres favoráveis das comissões de Saúde e de Trabalho, Cidadania e Direitos Humanos.

Proteção financeira aos idosos

Na mesma sessão, os deputados aprovaram, em primeira discussão, o Projeto de Lei 24/2026, apresentado pelo deputado Pedrossian Neto (Republicanos), que pretende reforçar a proteção de pessoas idosas contra golpes e abusos financeiros.

A proposta determina que cartórios de Mato Grosso do Sul adotem medidas preventivas para identificar possíveis situações de violência patrimonial, como transferências forçadas de bens, antecipação irregular de herança, doações suspeitas e apropriação indevida de recursos.

Caso sejam identificados indícios de irregularidades, os responsáveis pelos serviços notariais deverão comunicar imediatamente a Polícia Civil, o Ministério Público e a Defensoria Pública.

Também estava prevista a análise do Projeto de Lei 148/2026, de autoria do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), mas a matéria foi retirada da pauta a pedido do presidente da Corte, desembargador Dorival Renato Pavan.

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