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Economia

Produção industrial cai 0,8% e acumula quarta retração em cinco meses

No acumulado de um ano, setor cresce 02%, mostra IBGE.

Conjuntura Online
05/11/26 às 16h48
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Produção industrial cai 0,8% em setembro. (Foto: Reprodução)

A produção industrial brasileira recuou 0,8% em setembro, na comparação com agosto, registrando a quarta queda em cinco meses.

O resultado confirma a perda de ritmo do setor, que acumula retração de 4,1% no período, praticamente anulando o crescimento de 4,2% observado nos quatro primeiros meses do ano.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (5) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), por meio da PIM (Pesquisa Industrial Mensal).

O desempenho ficou abaixo das expectativas do mercado financeiro, que projetava queda de 0,4%.

No acumulado de 12 meses, a indústria ainda apresenta crescimento de 0,2%, mas os números recentes apontam enfraquecimento da atividade. Segundo o analista André Macedo, do IBGE, o comportamento das fábricas mostra uma redução significativa no ritmo de expansão.

Com o resultado de setembro, a produção industrial brasileira permanece 16,5% abaixo do maior nível já alcançado, registrado em maio de 2011.

Nos últimos cinco meses, o desempenho foi o seguinte:

Setembro: -0,8%
Agosto: -0,7%
Julho: 0%
Junho: -1,6%
Maio: -1%

Queda atinge maioria das atividades industriais

A retração de setembro foi disseminada por diferentes segmentos da economia. Das 25 atividades industriais pesquisadas, 17 apresentaram resultados negativos, assim como três das quatro grandes categorias econômicas.

A produção de bens de capital, que inclui máquinas e equipamentos, caiu 1,9%. Os bens de consumo semi e não duráveis recuaram 1,2%, enquanto os bens intermediários, utilizados na fabricação de outros produtos, tiveram redução de 0,7%.

A única categoria com resultado positivo foi a de bens de consumo duráveis, que avançou 0,7%.

Entre os setores que mais contribuíram para a queda estão a fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, com retração de 4,2%, e a indústria de alimentos, que registrou recuo de 1,7%.

Segundo o IBGE, a redução no processamento da cana-de-açúcar prejudicou principalmente a produção de açúcar e álcool etílico. O maior volume de chuvas também afetou as atividades industriais ligadas ao setor.

Em sentido contrário, as indústrias extrativas cresceram 1,7%, impulsionadas pelo aumento da produção de petróleo, gás natural e minério de ferro, amenizando parte das perdas registradas nos demais segmentos.

Indústria também recua na comparação anual

Em relação a setembro de 2025, a produção industrial brasileira apresentou queda de 2,5%, o pior resultado nessa comparação desde março de 2024, quando houve retração de 2,9%.

O IBGE explica que o desempenho foi influenciado pelo calendário, já que setembro deste ano teve um dia útil a menos, além da base elevada de comparação, considerando que a indústria havia crescido 2% no mesmo mês do ano passado.

Os números reforçam o cenário de desaceleração da atividade industrial brasileira, com perdas concentradas principalmente na produção de máquinas, equipamentos, alimentos e derivados de petróleo. (Agência Brasil)

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